Supercomputadores substituem túneis de vento?

Christian Horner, dono da equipa de Fórmula 1 Red Bull, defende a proibição do uso de túneis de vento na indústria para reduzir drasticamente os custos das equipas. Esta ideia implica a troca dos tradicionais túneis de vento pela simulação em programas CFD (Computational Fluid Dynamics).

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Segundo uma notícia do SkySports, no Grande Prémio da Austrália de F1 (no passado 15 de Março), Christian Horner fez uma sugestão controversa relativamente ao uso de túneis de vento na construção dos carros na F1.

O “team leader” da equipa de fórmula 1 Red Bull afirma que, uma vez que existe um investimento generalizado na fluidodinâmica computacional como ferramenta para a conceção dos carros na F1, é possível utilizá-la em exclusivo e banir a utilização de túneis de vento.

Como alternativa, Horner propõe o uso exclusivo da fluidodinâmica computacional que tem sido usada na F1 sobretudo na área da aerodinâmica. Para levar a cabo este tipo de simulações com resultados rigorosos e fiáveis é necessária uma grande capacidade computacional, apenas conseguida com supercomputadores.

Com o fim do uso dos túneis de vento, seria possível reduzir drasticamente os custos das equipas na construção dos seus carros. Segundo o Mundo Deportivo, os custos mínimos de funcionamento de um túnel de vento podem ser correspondentes ao gasto de energia elétrica de uma população de 8 a 10 mil pessoas.

Deste modo, com o uso de uma ferramenta significativamente mais acessível e a proibição de algo tão dispendioso como o uso de túneis de vento, todas as equipas conseguiriam ter acesso à mesma tecnologia e possibilitaria uma melhor concorrência entre elas.

Ainda segundo a mesma notícia, o ex-presidente da Ferrari, Luca Montezemolo, também já teria apelado ao fim do uso de túneis de vento.

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