Supercomputadores na “segunda fase” da corrida Contra o COVID-19

O COVID-19 High Performance Computing Consortium entra na “segunda fase” da luta contra o vírus que assolou o mundo em 2020 e vê reforçado os recursos humanos e computacionais ao juntarem-se novos membros ao Consórcio, com o intuito de acelerar a descoberta de uma cura eficaz contra o SARS-Cov-2.

Crédito imagem: IT Pro

O COVID-19 High Performance Computing Consortium que inicialmente já reunia uma quantidade sem precedentes de poder supercomputacional – 16 sistemas com mais de 330 petaflops entre todos, 775.000 CPU cores, 34.000 GPU’s, o que permitia executar 330 biliões de cálculos por segundo, vê agora reforçado os seus recursos para cerca de 600 petaflops através de participantes de laboratórios nacionais, agências, empresas e instituições académicas, que voluntariamente compartilham as horas computacionais e os resultados das pesquisas e estudos efetuados, de forma a que os cientistas possam aceder de qualquer lugar e utilizar a informação disponível, na luta contra o Covid-19.

Segundo notícia do Nextgov, atualmente estão mais de 90 projetos de investigação ativos e em andamento, que aproveitam estes recursos computacionais massivos e que abrangem variadíssimas áreas de investigação, tais como a epidemiologia, a bioinformática e a modelagem molecular, entre outras. Estes projetos incluem estudos que utilizam a Inteligência Artificial e Machine Learning, por exemplo, de forma a poder-se avançar na descoberta de novos medicamentos e tratamentos, como é o caso do estudo de um supercomputador da NASA, utilizado para definir grupos de risco para doenças associadas ao novo coronavírus, e outro que apoia o design de certos dispositivos para pacientes com coronavírus e muito mais.

Em novembro, as entidades envolvidas na parceria público-privada revelou que entraram na “segunda fase” da luta contra o Covid-19 e que o Consórcio irá dar prioridade a projetos de investigação que provavelmente irão melhorar os resultados e tratamentos dos pacientes já no decorrer do próximo meio ano. A mudança veio na sequência dos testes positivos das vacinas da Moderna e da Pfizer.

No final de dezembro, o Office of Science and Technology Policy (OSTP) lançou um request for information sobre as lições aprendidas com o Consórcio como uma iniciativa que visa aumentar a prontidão dos USA para ameaças futuras, onde menciona que “a implantação rápida, bem sucedida e ágil em recursos computacionais (incluido o know-how) via COVID-19 High Performance Computing Consortium, demonstrou o papel essencial na resposta da Nação a emergências. Este pano de fundo levou à criação de uma Reserva de Computação Estratégica Nacional composta por uma aliança de peritos altamente especializados e fornecedores de recursos que podem ser rapidamente mobilizados para o fornecimento de recursos computacionais críticos (incluindo computação, software, dados e conhecimento técnico), em tempos de necessidade urgente”.

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