Supercomputadores na luta contra a SIDA

João Filipe Monteiro, investigador e pós-doutorado na Universidade de Brown, recorreu à supercomputação para executar uma série de simulações num estudo relativo ao vírus HIV/SIDA e à sua propagação em Cabo Verde.

 

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João Filipe Monteiro, investigador na Universidade de Brown (E.U.A.) recorreu ao supercomputador existente nas instalações da universidade para aplicar o modelo matemático e fazer simulações com os dados recolhidos desde 2002 relativos à SIDA em Cabo Verde.

Segundo uma notícia do Jornal I, o investigador utilizou um tipo de simulação computacional denominado Modelo de Agentes Individuais, de modo a prever a propagação da epidemia. Sendo aplicado ao estudo de um grupo de pessoas, este modelo tem em consideração o comportamento social e a influência que os agentes exteriores têm na tomada de decisões a nível individual.

A partir de um universo de 305 mil habitantes, as simulações incidiram nas interações entre os grupos considerados de risco (neste caso, prostitutas, consumidores de droga e a população acima dos 15 anos). Segundo a Universidade de Brown, o investigador adotou um modelo computacional que foi testado 100 vezes para cada um dos cenários previstos. No seguimento das conclusões do estudo, o autor considera que este modelo matemático permite saber em que grupos da população devem ser aplicados os esforços na luta contra a SIDA, de forma a serem mais eficazes.

O supercomputador utilizado tem capacidade para 14 biliões de cálculos por segundo e é o maior sistema computacional do estado de Rhode Island, onde se localiza a Universidade de Brown. Apesar da sua capacidade computacional elevada, não está contemplado no Top500, mas tem sido fundamental nas pesquisas levadas a cabo pelos investigadores desta universidade em áreas como o tratamento do cancro, a mecânica, a biologia e a astrofísica.

Antes da atividade na Universidade de Brown como investigador, João Filipe Monteiro foi professor assistente na Universidade de Évora, onde estudou Matemática Aplicada. Ainda em Portugal, trabalhou para o Instituto Português das Pescas, Investigação e do Mar. Para além deste estudo, o investigador tem várias outras publicações na área da saúde, usando a estatística como base dos seus estudos.

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