A Supercomputação na Corrida Contra o COVID-19

Face ao desafio global na luta contra o COVID-19, foi criado um Consórcio que reúne uma quantidade sem precedentes de poder supercomputacional para acelerar a descoberta de uma cura ou vacina para a pandemia que assolou o mundo inteiro. Depois de descodificada a sequência da proteína do COVID-19, e de milhares de simulações efetuadas nos supercomputadores mais avançados do mundo, foram identificadas 77 possíveis substâncias que podem começar a ser testadas no combate ao coronavírus.

Créditos de imagem: Consumer Reports

Ao contrário do ser humano, os supercomputadores podem processar vastos conjuntos de dados e realizar simulações complexas num período de tempo muito reduzido. Aquilo que poderia levar 10 anos aos cientistas a descobrir, foi simulado em apenas dois dias e dos mais de 8000 compostos analisados, 77 foram as substâncias identificadas como potenciais aliadas na cura contra o COVID-19.

Segundo notícia do Inside HPC, foi criado o COVID-19 High Performance Computing Consortium que reúne uma quantidade sem precedentes de poder supercomputacional – 16 sistemas com mais de 330 petaflops entre todos, 775.000 CPU cores, 34.000 GPU’s – e irá permitir que os investigadores executem 330 biliões de cálculos por segundo na área da epidemiologia, bioinformática e modelagem molecular, desenvolver modelos preditivos para avaliar como a doença progride e modelar novas e potenciais terapias, almejando-se a descoberta de uma possível vacina.

O Consórcio ajudará a agregar recursos de alguns dos supercomputadores mais avançados do mundo, entre eles o SUMMIT com uma capacidade de desempenho de 200.000 biliões de cálculo por segundo, ou  200 petaflops,  para ajudar os investigadores a nível mundial, a entender melhor o COVID-19, os tratamentos mais adequados e as possíveis curas, coordenando esforços para avaliar as propostas das principais instituições e fornecer acesso a este poder computacional aos projetos que possam ter um impacto mais imediato.

Apesar dos resultados obtidos, não significa “que encontrámos uma cura ou tratamento para o coronavírus”, conforme informação de  Jeremy Smith, Diretor do Centro Nacional de Laboratório de Biofísica Molecular da University of Tennessee and Oak Ridge National Laboratory, no entanto o primeiro passo está dado e o caminho assinalado.

Para mais detalhes consulte aqui  e aqui.

 

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