A Supercomputação na Compreensão da Coroa Solar

Compreender melhor os mistérios do sol, os eclipses solares, a coroa solar, porque é que esta é mais quente do que a superfície do sol, como o sol é aquecido, entre outros, são algumas das razões pelas quais um grupo de cientistas recorreu à supercomputação e desenvolveu modelos preditivos do campo magnético solar a 3D.

Créditos imagem: Cooper Downs, Predictive Science, Inc.

Um grupo de cientistas do San Diego Supercomputer Center recorreu ao supercomputador Expanse para elaborar modelos preditivos de um eclipse solar, otimizados para detalharem ao máximo a estrutura e aparência da coroa solar, que só é observável quando acontece um eclipse do sol.

Estes modelos preditivos fornecem informações importantes sobre como a coroa solar é aquecida e como o vento solar supersónico se propaga no espaço interplanetário. “Uma das vantagens dos eclipses solares é a de que fornecem uma visão ininterrupta das chamas solares que serpenteiam à volta do sol e de como elas se separam para se transformarem em vento solar”, explicou Cooper Downs, um dos cientistas responsaveis do projeto.

Estas “serpentinas” que só são vistas durante um eclipse, não são mais do que concentrações ténues de plasma a entrar e a sair da coroa solar. Eventualmente tornar-se-ão parte do vento solar e as suas formas e aparência geral, são amplamente determinadas pelo conteúdo de energia livre bem como pelo onde e como é depositado o calor na coroa solar.

“Recursos de High Performance Computing (HPC), como o Expanse, são cruciais para a continuidade do desenvolvimento das simulações da coroa solar e dos ventos solares” disse Jon Linker, Presidente da Predictive Science Inc. (PSI), segundo noticia do Science Node.

Em 29 de novembro de 2020, o grupo iniciou os cálculos de preparação e após uma semana publica  o último modelo preditivo daquela que era a sua previsão de como a coroa solar se iria apresentar durante o eclipse solar que aconteceria a 14 de dezembro de 2020. Cooper referiu ainda que “este ano a previsão esteve muito próxima da realidade, no entanto existem sempre algumas discrepâncias. A atividade magnética do sol aumentou bastante nos meses que antecederam o eclipse solar e o aumento da atividade determina em grande parte a forma da coroa solar”.

Os modelos tridimensionais permitem-nos comprender melhor os conceitos científicos fundamentais e adicionais como é o caso das ejeções em massa de plasma que criam o clima espacial, assim como os detalhes da coroa solar”, disse ainda Linker.

Para mais informações, consulte aqui.

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