Simulação revela a melhor posição num pelotão de ciclistas

Foi efetuado um estudo que demonstra a distribuição da resistência ao ar para cada ciclista inserido num determinado pelotão, e como o esforço despendido é tão diferente consoante os lugares que cada um ocupa. Os resultados contradizem estudos anteriores e vão ajudar a melhorar estratégias e a permitir que os concorrentes façam a gestão da sua energia ao longo das corridas, incluindo a energia que necessitam para o sprint final.

Créditos imagem: Liga Sul Fluminense de Ciclismo

A equipa liderada pelo Professor Doutor Bert Bloken da Technische Universiteit Eindhoven (TU/e), realizou um estudo em supercomputador onde foram utilizados e comparados os dados de dois pelotões de 121 ciclistas cada, onde a distância entre as linhas de posição diferia exatamente como se de uma prova real se tratasse. As simulações executadas consecutivamente por 54 horas, utilizaram 49 terabytes de memória, foram validadas por 4 testes de túneis de vento, incluindo um com um pelotão de 121 modelos, e analisaram aproximadamente 3 biliões de células por pelotão.

 

Desse estudo ficou demonstrado que o arrasto aerodinâmico e o gasto de energia de todos os ciclistas do pelotão diminui quando comparado com um ciclista isolado. No meio da parte traseira do pelotão, os ciclistas experimentam apenas 5 a 10% da resistência do ar em relação aos restantes, o que corresponde a uma velocidade 4,5 a 3,2 vezes menor que a do resto do pelotão, segundo notícia da TU/e. É como se os ciclistas posicionados nesta zona, pedalassem 12 a 15 quilómetros por hora num pelotão que está a pedalar a 54 kms por hora. Apesar da resistência ao ar ser muito baixa nestas posições de fundo, também é verdade que existem muito menos oportunidades de reação a ataques, e as quedas são muito mais frequentes do que nas posições dianteiras.

Com base nos dados recolhidos, os investigadores concluiram que para os velocistas ou ciclistas de alto nível as melhores posições a ocupar são as das linhas seis, sete ou oito, onde estão suficientemente protegidos pelos outros participantes e a pouca distância relativamente à linha da frente do pelotão, permitindo-lhes reagir conforme a necessidade ao longo da prova.

Deitando por terra estudos anteriores que demonstraram reduções de arrasto aerodinâmico de 70 a 50% quando comparado com um ciclista isolado à mesma velocidade, valores esses que também foram utilizados para pelotões, este novo estudo vem abrir uma janela de oportunidades na definição de estratégias para o ciclismo, ajudando cada concorrente a gerir melhor a sua energia, incluindo aquela de que irá necessitar para fugas rápidas ou para o sprint final.

 Os resultados podem igualmente ser utilizados para melhorar a fiabilidade de modelos matemáticos de ciclismo, que por vezes são usados para desenvolver estratégias separatistas.

Para mais informações consulte aqui.

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