O Estudo Avançado da Sismologia

O desenvolvimento de alertas mais precoces e confiáveis que ajudem a minimizar os danos causados nas infraestruturas, na sociedade e na economia, levaram um grupo de investigadores  a recorrer à Supercomputação para simular e estudar um dos maiores terramotos de que há registo, realizando quase 50 trilhões de operações em todo o processo.

Créditos imagen: C. Uphoff, S.Rettenberger, M. Bader, Technical University of Munich. E. Madden, T. Ulrich, S. Wollherr, A. Gabriel, Ludwigs-Maximilians-Universität

Baseado nos dados de um dos maiores terramotos que já aconteceram no nosso Planeta, o Sumatra-Andaman de dezembro de 2004 na Indonésia, foi efetuado um estudo por uma equipa de investigadores alemães da Technical University of Munich e da Ludwig Maximilian University (LMU) de Munich, no supercomputador SuperMUC, que utilizou todos os  seus 86.016 cores disponíveis, numa simulação que levou quase 14h a completar e na qual foram realizadas quase 50 trilhões de operações em todo o processo. Para realizar apenas os cálculos da propagação das ondas sísmicas, foram calculadas mais de 3 milhões de etapas, segundo notícia do Digital Trends

Alice-Agnes Gabriel, investigadora principal do lado da equipa da LMU salienta que “a realidade é complexa – e os terremotos são um problema de multi-escala e multifísica. Para obter informações sobre os processos geofísicos do terremoto, nós precisámos calcular simultaneamente a fratura complicada de vários segmentos de falha e a propagação subterrânea de ondas sísmicas, e precisámos considerar também modelos de domínios que abrangessem centenas de quilómetros, bem como a ponta das frentes do terremoto que estava a libertar tensão tectônica, no máximo, à escala métrica”.

A desafiante tarefa de otimização do software de simulação do terremoto demorou cinco anos a realizar e a equipa considera o trabalho efetuado tão vanguardista que se o tivessem iniciado apenas dois anos antes, a mesma simulação teria levado 15 vezes mais tempo.

Causando a morte de mais de 230 mil pessoas em 15 países diferentes e após desencadear uma série de enormes tsunamis, tornou-se num dos maiores desastres naturais de todos os tempos. Várias são as lições a aprender duma situação deste género e por “mais desejável que fosse”, Alice-Agnes Gabriel comenta que “não há esperança realista de que os investigadores possam prever terremotos como este em breve. No entanto, estudos e simulações como esta, são cruciais para ajudar a mitigar os danos causados pelos terremotos nas infraestruturas, na sociedade e na economia, ajudando também no desenvolvimento de sistemas de alerta mais precoces e confiáveis”, reforça ainda.

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