O que são supercomputadores?

A simplicidade da pergunta esconde a necessidade de compreender o principal responsável pelo progresso da sociedade dita moderna. A sua aplicação na medicina trouxe a maior evolução na esperança média de vida de que há registo em toda a história humana. A ele também devemos a existência deste portal, de carros, aviões, arranha-céus, computadores, energia elétrica, entre tantas outras necessidades e comodidades.

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Falamos, naturalmente, do Método Científico. No seu âmago, é caracterizado pela sistematização da observação, medição e experimentação como sendo a base para a formulação, validação e modificação de hipóteses. As primeiras evidências da sua aplicação remontam à Grécia antiga, mais propriamente a Aristóteles. Posteriormente, há cerca de mil anos atrás, um estudioso muçulmano chamado Alhazen consubstanciou este método, tal como Galileu, em 1638, com a publicação de Two New Sciences.

Para os mais curiosos, a sua versão mais recente é baseada num método hipotético-dedutivo formulado durante o século XX, embora com revisões significativas. Para todos os outros, permitam-nos focar o essencial: é este ciclo infinito de destruição criativa de hipóteses, através da experimentação, executado milhares, milhões, biliões de vezes, que nos permite olhar o nosso progresso recente como algo de impressionante. Afinal de contas, todos conhecemos por nome uma ou outra hipótese, deste ou daquele campo: por exemplo, as que consubstanciam a teoria da relatividade, das placas tectónicas ou mesmo da evolução, muito publicitada com o recente aniversário de Darwin.

No entanto, hoje em dia, quando abordamos a experimentação de uma hipótese, encontramos grandes limitações de diversas naturezas: temos o crescente nível de complexidade, as diversas restrições legais e temos ainda todos os casos em que essa mesma experimentação pode colocar a vida humana em risco, por exemplo. Se empreendermos uma classificação a estas limitações, em muitos casos intransponíveis, chegaríamos a quatro categorias:

  • Demasiado Difíceis, por exemplo, testar a resistência de um arranha-céus a terramotos e furacões.
  • Demasiado Caras, por exemplo, construir protótipos descartáveis durante o desenvolvimento de um avião ou comboio de alta velocidade.
  • Demasiado Lentas, por exemplo, esperar pela evolução do clima ou o desenvolvimento do universo.
  • Demasiado Perigosas, por exemplo, o desenvolvimento de medicamentos ou armamento.

Todas estas limitações levam à necessidade de simular. De facto, não é necessário um furacão para percebermos que o mais alto edifício do mundo, o Burj Khalifa, não vai cair, assim como não foram feitos vários protótipos reais do Airbus A380X, nem será necessário assistir às mudanças climáticas antes de tomarmos medidas concretas. Hoje em dia, dada a sua importância, a simulação é considerada um dos três pilares do Método Científico.

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A simulação representa um vasto domínio do conhecimento, com diversas ferramentas e aproximações. No entanto, é unânime que o computador é uma das ferramentas mais importante, se não mesmo a mais importante: com ele é possível fazer aproximações e representações da realidade, através da execução de algoritmos baseados em teoremas fundamentais e outros modelos matemáticos.

Quanto mais poder computacional existir, mais precisa e/ou rápida poderá ser a simulação da realidade. Por conseguinte, são feitos investimentos massivos para criar sistemas com uma capacidade de cálculo milhões, biliões, em alguns casos até triliões de vezes superiores ao que encontramos num típico computador de secretária, uma vez que ao nível da ciência e da indústria esta fidelidade é crucial.

As suas capacidades e as infinitas possibilidades são tão impressionantes que muitos lhes chamam… Supercomputadores.

 

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SABIA QUE:

Se toda a indústria automóvel recorresse à supercomputação, conseguia produzir plataformas automóveis em 2 anos (em vez de 5 anos), poupando mais de 40 mil milhões de euros só na Europa.

Se a nível europeu fosse feito um investimento de forma a acompanhar a vanguarda da supercomputação, o seu PIB seria 2 a 3% superior em 2020.

Um inquérito feito pela IDC a grandes companhias mundiais que adotaram a supercomputação como ferramenta, revela que 97% consideram a supercomputação indispensável para a sua capacidade de inovar e competir.

 

Artigo desenvolvido em colaboração com:

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Manuel Severiano

Desde Novembro de 2008, Manuel Severiano é Manager na empresa Identity.

Identity e Parceiros, trabalhando em estreita colaboração num Ecossistema verticalmente integrado, fornecem Infraestruturas de Tecnologias de Informação (TI) desde 2005, nomeadamente na área do Posto de Trabalho (Workspace), Supercomputação (High Performance Computing), Sistemas Críticos, e Nuvem (Cloud).

Neste Ecossistema, a Identity foca três competências chave: Arquitetura, Integração, e Investigação & Desenvolvimento, de forma a resolver sistematicamente problemas complexos em médias e grandes organizações

Em conjunto, a Identity e Parceiros permitem que os seus Clientes Desenhem, Implementem e Operem a próxima geração de Infraestruturas de TI e Modelos de Negócio.

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