FEUP em projeto europeu de supercomputação

FEUP participa em projeto europeu de investigação na área da Supercomputação, desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento de técnicas inovadoras, que visam contemplar uma linguagem de programação para especificar estratégias e um conjunto de ferramentas de software, que se pretende, tragam grandes benefícios nas mais variadas áreas, desde o estudo e compreensão de doenças e desenvolvimento de fármacos adaptados a cada paciente, às previsões climatéricas ou desenvolvimento de novos materiais.

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As infraestruturas computacionais atuais para o estudo e compreensão de doenças, desenvolvimento de fármacos adaptados a cada paciente, previsões climatéricas rigorosas, desenvolvimento de novos materiais ou outras áreas tão variadas como a navegação, as cidades inteligentes e a redução do consumo energético, por exemplo, não são suficientes para o poder de cálculo necessário e disponibilizado pelos computadores que se encontram no mercado, segundo uma notícia da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

Para levar a cabo este tipo de estudos, são necessários supercomputadores com elevado poder computacional, dos quais se espera que atinjam cerca de um trilião, ou seja, a unidade seguida de 18 zeros de operações por segundo, por volta de 2020, o que representa um aumento em cerca de 100x no poder de cálculo considerando o supercomputador atual mais poderoso do mundo.

Contudo, isto gera enormes desafios, nomeadamente a nível da programação e criação de aplicações de software capazes de tirar partido desse poder de cálculo sem que isso represente aumentos significativos no consumo de energia.

A equipa da Faculdade de Engenharia terá um papel fundamental no desenvolvimento de técnicas inovadoras para especificar estratégias cujo foco será na aceleração da execução de aplicações, na redução do consumo de energia, contemplando otimizações do software e refinamento do mesmo, assim como a adaptabilidade das aplicações e das otimizações, tendo por base pontos de operação e cenários de execução. Pretende-se que o resultado final contemple uma linguagem de programação para a especificação de estratégias e um conjunto de ferramentas de software e que este traga grandes benefícios em termos de produtividade e de desempenho.

Com o objetivo de lidar e propor uma nova abordagem a estes desafios surge o ANTAREX (acrónimo de “AutoTuning and Adaptivity appRoach for Energy efficient eXascale HPC systems”), um projeto de investigação europeu, iniciado em setembro de 2015, que irá prolongar-se por 3 anos, contando com um financiamento de 3 milhões de euros ancorado no programa H2020, e no qual participa a equipa de investigação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Foram selecionados dois casos de estudo de dois domínios de aplicação, por representarem as tendências em futuras aplicações, tanto a nível de impacto direto em termos de exploração económica, como o impacto social relevante, nomeadamente: algoritmos de simulação ligados à indústria farmacêutica para desenvolver e personalizar novos fármacos; e a futura geração de algoritmos de navegação, auto-adaptáveis, em desenvolvimento por empresas líderes no top das apps de sistemas GPS, que gerem múltiplas fontes de informação, particularmente no contexto das cidades inteligentes.

 

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