Deucalion – O Novo Supercomputador de Portugal

A instalação do Deucalion, o novo supercomputador de nível petascale, no Minho Advanced Computing Centre (MACC), vem complementar a estratégia nacional de computação avançada, materializando um aumento significativo do poder computacional em Portugal.

Com uma capacidade de desempenho de 10.000 biliões de cálculo por segundo, ou 10 PetaFlops, um peso de 26 toneladas e um consumo de 1,7 MegaWatts, o Deucalion deverá começar a operar até ao final de 2021. Está previsto um investimento de 20 milhões de euros para este novo supercomputador que irá aumentar a capacidade computacional do Minho Advanced Computing Centre (MACC), contribuido para alargar o âmbito das atividades a disponibilizar pelo MACC, e reforçar significativamente as capacidades de BOB, o supercomputador já instalado em 2019.

O novo supercomputador “vai permitir um acesso mais facilitado a toda a comunidade do sistema científico e tecnológico nacional para trabalhos no domínio do cálculo intensivo, da ciência de dados e da inteligência artificial” já tinha afirmado Nuno Feixa Rodrigues, segundo notícia do Jornal Económico.

Inserido no âmbito do Programa Portugal INCoDe.2030, uma iniciativa interministerial que reúne as áreas governativas da Modernização Administrativa, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, da Educação, do Trabalho, do Planeamento e das Infraestruturas e da Economia, a apresentação do Deucalion teve a participação de Khalil Rouhana, diretor-Geral Adjunto da DG Connect da Comissão Europeia, que afirmou que “um dos nossos objetivos é fazer com que a Europa seja líder em computação avançada”, objetivo para o qual Portugal tem contribuído de forma positiva e constante.

Também Manuel Heitor, Ministro da Ciência e Tecnologia e do Ensino Superior, outro dos intervenientes da sessão de apresentação do novo supercomputador, destacou o poder da computação avançada como um incentivo à rápida mudança na sociedade, ao salientar que “Portugal está preparado para implementar diferentes tecnologias simultaneamente e de participar em colaborações internacionais com mercados científicos e de negócio”.

Portugal conta já com quatro centros de operações de computação avançada localizados no Minho (MACC), em Coimbra (Laboratório de Computação Avançada da Universidade de Coimbra – LAC-UC), em Lisboa (Infraestrutura Nacional de Computação Distribuída – INCD), e em Évora (High Performance Computing da Universidade de Évora – HPC-EU).

Já Nuno Feixa Rodrigues, Coordenador-Geral do INCode.2030 e Membro do Advanced Computing Portugal 2030, destacou tudo o que já foi implementado no país a este nível e a visão para 2030, colocando as pessoas como pedra basilar de toda a estratégia. “A coisa mais importante é que começamos a ver uma resposta muito ativa por parte da nossa comunidade científica aos recursos que estamos a disponibilizar.”

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